Uma das maiores formas de entretenimento de nossos antepassados eram os espetáculos circenses. Nestes shows, não eram apenas os animais que eram cruelmente maltratados nos bastidores, haviam também humanos com deformações que, apesar de não serem maltratados como os animais, eram explorados pelos donos dos circos que tiravam proveito de duas deformações para enriquecerem, e estas pessoas eram muitas vezes os pontos altos do espetáculo.
A presença deste tipo de atração nos circos revelava uma verdade que muitos não admitem, apesar de verdadeira: nós humanos somos instintivamente fascinados por coisas bizarras ou esquisitas demais, principalmente quando esta “atração” é relacionada a outros humanos. Isso é tão verdade, que sua curiosidade levou você leitor até a esta lista. Encontramos alguns pôsteres dos mais famosos e bizarros artistas de circo de todos os tempos. Veja todos a seguir:
Ella Harper, a “garota camelo”
Ella Harper, nascida no Tennessee, EUA, em 1873, ficou amplamente conhecida na época como a “garota camelo”. Harper nasceu com uma rara condição ortopédica chamada recurvato genu congênita, que fazia com que seus joelhos se dobrassem para trás. Sua preferência para andar de quatro resultou em seu apelido de “garota camelo”. Em 1886, ela foi apresentada como a estrela do Circo WH Harris, aparecendo em jornais em cidades por onde o circo passou.
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Mirin Dajo, o “alfineteiro” humano
Na década de 1940, Dajo era conhecido por suas performances de palco, onde permanecia parado enquanto seu assistente o atravessava com lâminas de esgrima, uma a uma. O show era assustador, mas Dajo nunca vacilou, nunca mostrou a menor dor.
Os médicos resolveram estudar o caso de Dajo. Ele então foi convidado para exames médicos e para a surpresa dos Dajo estava muito bem. Com a lâmina da esgrima atravessada no peito, Dajo se dirigiu até um laboratório para exames de raios-X, onde constataram que não se tratava de uma trapaça. A esgrima de fato atravessou seu abdômen, passando próxima a seus órgãos internos sem danificá-los.
Apesar de sua incomum habilidade, Dajo acabou vacilando em uma de suas apresentações e morreu aos 35 anos com uma ruptura de sua veia aorta, após uma apresentação onde engoliu uma espada de aço afiada. Veja um vídeo de uma das apresentações de Dajo
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Pip e Flip, as “gêmeas de Yucatan”
Causada por uma falha de desenvolvimento neurológico, a microcefalia fez com que as gêmeas Pip e Flip nascessem com crânios menores do que os das demais pessoas.
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Eli Bowen, a “maravilha sem pernas”
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Nascido em 1844 no estado norte-americano de Ohio, Bowen impressionava o público com seus giros, quedas e acrobacias, que realizava mesmo sem ter pernas. Portador de focomelia, doença genética conhecida popularmente como “membros de foca”, ele viveu até os 79 anos de idade.
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Oddity Fat & Skinny Man, os “boxeadores circenses”
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Oddity Fat & Skinny Man eram famosos na década de 1900 como os boxeadores circenses. Isto por causa das exageradas medidas de seus corpos, um era baixo e muito gordo, o outro alto e magro demais. As apresentações deles eram artísticas e hilárias, eles não se espancavam no palco, mas arrancavam boas gargalhadas do público.
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Fred Wilson, o “garoto-lagosta”
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Nascido nos estado norte-americano de Massachusetts em 1866, Wilson era uma das principais atrações de um circo na época. Ele era portador de uma condição chamada ectrodactilia, que fazia com que os afetados nascessem sem o dedo central nas mãos ou pés – que acabavam parecendo com as pinças de lagostas e caranguejos.
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Josephene Corbin, a mulher de “quatro pernas”
Josephene Myrtle Corbin foi uma mulher americana célebre por ter sido uma atração de circo. Corbin ficou famosa por ter quatro pernas e duas vaginas como defeito de nascença, provavelmente resultante da fusão de dois embriões no útero de sua mãe. Apesar de ter tantas pernas, apenas uma era completamente funcional.
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John Jennings, o “sansão moderno”
Realmente não era coisas de desenho animado.
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Mike, o frango “sem cabeça”
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Não eram apenas os humanos que eram explorados por suas deformações em shows de horrores do passado. Mike, um frango que não tinha cabeça, também era uma das atrações circenses da época. Mike perdeu sua cabeça em um acidente, mas acredite ou não, o franguinho viveu 18 meses sem sua cabeça, apenas sob os cuidados de seu dono.
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Minnie Woolsey, a Koo Koo, ou “garota-pássaro”
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Afetada pela síndrome de Seckel, Woolsey sofria de uma condição que causou a ela alguns problemas mentais e a deixou careca e quase cega – motivo que a fazia usar óculos enormes. Ela foi enviada para um asilo no estado norte-americano da Geórgia, onde permaneceu até ser liberada por um diretor de circo, que a acolheu e a incluiu em seus espetáculos como a garota pássaro.
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Annie Jones, a “mulher barbada”
Provável portadora de hirsutismo, aos cinco anos de idade Jones já possuía costeletas e um bigode completo. A garota foi sequestrada por um frenólogo – nome dado aos estudiosos da teoria de que a aparência de uma pessoa poderia demonstrar suas características mentais, mas conseguiu escapar de seu sequestrador enquanto seus pais ainda estavam no julgamento do seu sequestro.
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O “espetacular homem de duas cabeças”
Pessoas com condições de nascença anormais eram os pontos altos dos espetáculo de horrores da época. Muitas vezes porque as pessoas não estavam muito acostumadas com isso, e não havia também tanta informação naquela época. Este homem sofreu com uma condição de nascença também resultante da fusão de dois embriões no útero de sua mãe. Ele ficou conhecido na época com o “espetacular homem de duas cabeças”.
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Alice Doherty, o “bebê peludo” de Minessota
Não, não é o Chewbacca. Alice Elizabeth Doherty foi uma das mais fantásticas “aberrações” americanas de todos os tempos, a única pessoa conhecida por ter nascida nos Estados Unidos com a condição extremamente rara de hipertricose lanuginosa. Ela nasceu em Minneapolis, EUA, em 14 de março de 1887, de pais normais e ela tinha dois irmãos, um menino e uma menina, que também eram normais. Ao nascer, Alice estava toda coberta por cabelo loiro de cerca de 5 cm de comprimento. Ela começou sua carreira no circo com 2 anos de idade. “Alice era brilhante e inteligente no palco”, comentou um escritor americano. “Ela tinha lindos olhos azuis, e era tão brincalhona quanto um gatinho”, completa.
A família de Alice mudou-se para Dallas, no estado do Texas, entre 1900 e 1910, e foi lá que Alice se aposentou em 1915. Ela faleceu em 13 de junho de 1933, de causas desconhecidas, com a idade de 46 anos de idade.
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Fontes:http://rockntech.com.br/
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